domingo, 29 de maio de 2011

Ler também é um exercício


Caros leitores, vocês já devem ter pensado o quão pouco as pessoas a sua volta lêem. Calma, não é você a má influência. Isso é comum de todos os brasileiros!
Não é papo revolucionista meu, estatísticas comprovam isso: A média de livros lidos por ano dos brasileiros é 1 !! Mas porque disto? A ONU diz que só há leitura onde ler é uma tradição nacional, o hábito de ler vem de casa e são formados novos leitores. Mas vocês acham que nós brasileiros temos isto? Eu acredito que, na grande maioria, não. E ainda tem mais, comparando o Brasil com alguns de nossos conterrâneos latino-americanos vemos como é grave a situação não só da tradição, mas também do apoio do governo em relação a isto. O preço médio de um livro no Brasil é de 40 reais, no Chile e Uruguai fica em 25 reais, já na Argentina, 30. Em número de livrarias por 100 mil habitantes temos os brasileiros, novamente, em último colocado com apenas 1,25, enquanto argentinos tem 2,5. Chilenos e uruguaios surpreendem com as 3,33 livrarias.
Resultados disto? A média de livros lidos espontaneamente desses países: Chilenos e Argentinos: 5; Uruguaios 6. Eaí, entendeu como funciona? Mas não é só a falta de cultura que é agravado com isso! Os índices de analfabetismos chegam a 15% no Brasil. Mas Chile, Argentina e Uruguai têm, respectivamente, 4%, 3% e 2%.
Mas agora vem, como podemos melhorar isso? Em pequena escala, comprar livros, lê-los, e depois passar para algum amigo ou biblioteca, para que mais e mais leiam. Incentivar, pais, filhos, amigos e colegas para que leiam, indicando até alguns que você achou maravilhoso. Média escala, pode até se fazer um grupo de leitura na vizinhança ou com quem você convive. E em grande escala, fazer uma pressãozinha no governo para que se atente para isso e busque amenizar pelo menos.
Então é isso, meus companheiros e minhas companheiras. Não esqueçam que ler o Blog Problema Seus também aumenta essas estatísticas, rsrs. Até mais .

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sábado, 28 de maio de 2011

Minha janela

Era um homem sério pois havia de ser dessa maneira. Andava sempre mascarado , escondendo atrás de uma rotina friamente calculada a desordem que havia dentro em mim. Um mascarado que não se traduzia heroi, nem tampouco bandido ou artista, provavelmente um fugitivo, que não permitia ser olhado nos olhos com medo de serem flagrados nestes a tristeza e o fracasso. Dessa maneira nunca havia sido descoberto, pensava serem os meus escudos invencíveis... até que ela chegou.
Tentei me defender de todas as maneiras, me armei com todas as armas e reforcei meus escudos, mas ela não lutou. Desviou-se de cada arma, achou passagem em cada escudo, arrancou-me a mascara, olhou nos meus olhos e foi entrando nas pontas dos pés.
Tratou de dar jeito na desordem, colocou tudo em seu devido lugar, o que já não servia jogou fora, o que estava quebrado consertou e depois de todas as feridas curadas abriu a janela deixando o sol entrar.
Não sei dizer quanto tempo ela ficou. É que deixei de me importar com os números, deixei de me importar com o tempo... só sei que um dia vi-la definhar a cair fraca no chão. Desesperado quis pegar nas armas, quaisquer que fossem, e lutar. Mas ela me disse num tom sério que já era hora, que agora seria espuma do mar. Virou-se para o lado, como quem sugere um cochilo e fechou lentamente seus doces olhos.
Novamente abriram-se as feridas, o fracasso voltou com suas malas carregadas com as tristezas, com as angústia reviveu a desordem e fechou minha janela.
Por muito tempo voltei a ser aquele fugitivo mascarado, voltei a minha rotina calculista e pensei que jamais veria o sol novamente.
Porém existia um cantinho que havia ficado marcado pela passagem dela e um dia, depois de muito relutar, fechei meus olhos e fui para lá, afastando a tristeza, afastando a angústia e cheguei onde algumas flores tímidas cresciam... me flagrei lembrando daqueles tempos felizes e percebi que lá fora um vento repleto de maresia forçava a janela.
Pensei que talvez devesse abri-la.






"Quando o sol bater
Na janela do teu quarto
Lembra e vê
Que o caminho é um só..."
Renato Russo

terça-feira, 24 de maio de 2011

Fruere Vitæ

   Você já deve ter ouvido, lido ou até comentado com alguém sobre a expressão "carpe diem", que significa "aproveite o dia". Em minha opinião, não devemos somente aproveitar o dia, mas toda a vida, cada momento bom que passamos, os ruins também, pois é com eles que aprendemos a fazer o certo, é com eles que aprendemos a viver mais intensamente a nossa vida e ver que estes momentos ruins logo passam, e tudo já voltou ao normal. E é por isso que formulei, graças aos meus conhecimentos em Latim, uma nova expressão: "Fruere Vitæ", que significa "aproveite a vida".
     Não me considero seguidor das ideias de Schopenhauer, mas creio que são necessárias. Tento viver cada momento da minha vida como se fosse o último, e é muito bom. Muito bom conversar com as pessoas; muito bom poder dar a opinião desejada; muito bom poder dar um abraço; muito bomm poder olhar para a pessoa que mais ama e poder dizer: eu te amo. Coisas pequenas, gestos simples, mas que me fazem feliz. Certamente que fico feliz com outros gestos, como quando ganho um presente, ou quando me dou bem  numa prova, ou até mesmo quando estou de bem com os supostos inimigos. Mas o que mais me fascina é a simplicidade de um abraço, a meiguice das palavras doces, aconselhadoras e fortes das pessoas que me amam e que estão à minha volta.
     Uma pequena história que escutei há alguns meses sobre o assunto:
     Eduardo nasceu numa família rica. Seu pai era dono de uma empresa que fabricava peças para automóveis. Desde pequeno foi mimado pela família, cresceu com poucos amigos, a maioria filhos de sócios do pai. Enfim, vivia só, em sua gigantesca estância, a qual mal conhecia, com sua família rica e soberba.
     Chegou na adolescência. estudou na melhor escola da região, era amigo de todos. A conversa quase sempre era sobre economia ou algo do gênero. Ficava atéum pouco chato de ouvir as conversas de Eduardo, ou Dudu, como os amigos e a família o chamavam, pois era sempre se a bolsa de valores está boa para investimentos ou não.
      Na faculdade, formou-se em engenharia mecânica, para ajudar na empresa do pai. Ganhou de presente de aniversário um cargo executivo na mesma. Comprou suas casas, seus carros, viajava muito à negócios. Tinha tudo o que sempre sonhou (ou não, porque ele já tinha muito até mesmo quando nasceu).
     Depois que se formou, dedicou-se inteiramente ao trabalho, mas logo surgiu um amor. Um amor forte por uma garota de sua classe social, que se formara em direito. Se casaram. Eduardo teve dois filhos com Heloísa, sua esposa. Mas só tinha tempo para o trabalho. Trabalho, empresa, negócios, estas eram as paravras-chave do cotidiano de Eduardo. E o tempo foi passando. Um ano, cinco anos, dez anos, vinte anos, trinta anos. Eduardo com quase sessenta anos, numa bela tarde, teve uma grande dor em sua coluna, quando estava sentado em seu gabinete na sua respeitada empresa, a qual trabalhava arduadamente por vinte e sete anos. Então foi para casa mais cedo, fato raro. Geralmente ele só o fazia quando era estritamente necessário.E esta ocasião era. Chegou em casa e foi para uma rede, que ficava pendurada numa árvore no seu imenso jardim, o qual parecia uma reserva ecológica de tão grande. Então, olhando para aquelas árvores de seu jardim, com belíssimos pássaros comendo de seus frutos, que pareciam gostosos, fez um flashback. Voltou à época da escola, dos estudos. Voltou à faculdade, ao casamento, à formatura. Mas faltava algo. Algo que ele procurava mas não achava. Era a vida de sua família.  Eduardo começou a chorar. Percebeu, finalmente, que não tinha passado tempo algum com seus filhos, quando eram crianças. Percebeu que nunca dera um abraço de boa noie em sua mulher, todo dia chegava e ela já estava dormindo. Só aí ele percebeu que estava velho, cansado, triste. De repente, ele pulou da rede. A família estava na sala de estar esperando ele chegar para almoçarem. Ele chega rapidamente e grita bem alto "Eu amo vocês, minha família". Todos se espantaram, mas logo abriram um sorriso inenarrável, um sorriso que nunca tinham feito na vida. Um sorriso que dizia "Ele me ama, de verdade". Então foram viajar e aproveitar a vida, Eduardo deixou de trabalhar loucamente, para descansar o pouco de vida que lhe restava ao lado de sua amada e de seus filhos.
     Companheiros. Gostaram da historinha? Isto deve acontecer na realidade, também, não posso afirmar que seja da mesma maneira, mas, esta história é para que reflitamos e demos mais atenção à nossa vida. O tempo passa rápido demais. E, se não nos dedicarmos inteiramente ao nosso bem-estar, à nossa família, à nossa vida, morreremos sem ao menos dizer "obrigado", ou "eu te amo".
     Reflitamos, e vivamos intensamente a nossa vida, para que possamos chegar à morte cheio dela!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

PÕE NA TELA! VI

     Bem, caros leitores e seguidores, como já disse, o PÕE NA TELA! não é só para fazer críticas desfavoráveis à nossa mídia televisiva que se autoproclama imparcial, o que, infelizmente não ocorre e nunca ocorrerá. Esta coluna também pode fazer críticas muito boas quando falamos de cultura, afinal, não é só coisa ruim que vemos na televisão, podemos salvar beiradas de cultura e entretenimento em meio à alienação inconsequente. Um belo exemplo, infelizmente findo há décadas, foi o passado pela rede Excelsior de televisão, criada na década de 1960 e extinta na de 1970 pelo governo ditatorial repressivo militar.
     A TV Excelsior entrou no ar em 9 de julho de 1960. Seu principal foco era o jornalismo (talvez este pode ser um dos fatores que causaram a interrupção de suas transmissões e seu fechamento pela ditadura militar em 1970).
     Recém-inaugurada, a Excelsior alugou o Teatro Cultura Artística, em São Paulo. Ali foram instalados os primeiros estúdios da emissora. As atraçõs eram muitas. Logo tornou-se líder de audiência na mesma cidade por adotar uma programação horizontal/vertical, ou seja, atrações exibidas diariamente, sendo que a exibida em seguida é de gênero parecido com a exibida anteriormente.
     Em 1962 tornou-se a primeira emissora do Brasil a tentar trnsmitir a programação à cores, utilizando o sistema NTSC. Mas o projeto não vai para frente, pois os receptores eram muito caros. A primeira transmissão oficial à cores ocorreu em 1972, dois anos após seu fechamento.
     Em 1963 a Excelsior comprou a concessão do canal 2, no Rio de Janeiro, e entra no ar em setembro do mesmo ano com o programa "O Rio é o Show", com a presença de vários cantores, dentre eles Jorge Benjor, na época, Jorge Ben. Também no Rio de Janeiro foram produzidos vários programas da Excelsior, como o programa humorístico "Show Times Square"; programas esportivos como "Telecatch Vulcan"; séries como "Jornada nas Estrelas" e "Missão Impossível", e o jornalismo inovador com o "Jornal de Vanguarda", utilizando um lingujar coloquial e leve.
     Algumas curiosidades:
     - a Excelsior utilizava a técnica do vídeo-tape, novidade na época, para distribuir a rogramação às afiliadas;
Ritinha e Paulinho, os mascotes da Excelsior
     -sons musicais eram utilizados para anunciar as atrações;
     - os mascotes da Excelsior: Ritinha e Paulinho.
     Em 1964 a Excelsior iniciava sua crise. Com a pressão do regime militar (1964-1985), foi forada a tirar pogramas de exibição, dentre eles jornalísticos, de grande renda para a emissora. Em 1969 occoreram dois incêndios na emissora, na mesma semana, destruindo parte de seu acervo. No final do mesmo ano a rede Excelsior se encontrava em decadência.
      E, por volta das 18h40min do dia 1 de outrubro de 1970, a Excelsior é invadida por Ferreira Neto, que, durante "Adélia e suas Trapalhadas", anuncia o fim da rede Excelsior de Televisão.


  video
 
Até mais!

domingo, 15 de maio de 2011

Lamento perdido

Queria dizer por meio dessas palavras,

Talvez meio erradas ou mal empregadas,

Pedindo toda paciência e vosso perdão

Sendo eu nada mais que um tosco escrivão,

Pois talvez eu não saiba falar tão bonito,

Talvez meu sussurro saia mais como um grito

Ou quem sabe um clamor incerto, errado

Que tenta ser belo, mas sai desafinado

E dá de poeta sem nem saber rimar

Se esquece das métricas, nem sabe contar

Dizer uns segredos que vi pelo mundo

Mas são proibidas palavras dum vagabundo

E mesmo assim, em poesia rimado

O grito é preso e o julgam culpado

Agora marcado perdeu-se escondido

Chorando desgraças do lamento perdido

E apenas atrás dessas marcas do tempo

Nesses olhos sem endereço, sem documento,

É que podem encontrá-lo apertado e aflito,

O sussurro, o clamor, o segredo, meu grito.

sábado, 14 de maio de 2011

FLASHBACK IV ESPECIAL

    A Treze de maio                     A três pastorinhos
    Na Cova da Iria                     Cercada de luz
    Dos Céus aparece                  Visita Maria
    A Virgem Maria                      A Mãe de Jesus



    Treze de maio de 1917. Meados da Primeira Grande Guerra (um outro fato a ser relembrado numa outra ocasião), causada pelo Imperialismo que no planeta nascia. Escolhi escrever sobre este tema, a aparição de Nossa Senhora em Fátima, Portugal, devido à minha grande devoção à Santa Mãe de Deus, pois ela é a Mãe d'Ele. Se Deus está em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo, e se Maria gerou Jesus, o Deus Filho, Ela é a Mãe de Jesus e portanto, do próprio Deus. Mas isto não vem ao caso.
    A Primeira Guerra Mundial (1914-1917) teve início devido, entre outros fatores:
 -ao Imperialismo, ou seja, a busca dos países europeus nos países mais pobres por matéria prima e mercado consumidor, gerando assim, altíssima concorrência entre estes;
-à centralização da Alemanha. Esta, sobre a liderança de Otto von Bismarck, o "Chanceler de Ferro", para conseguir se unificar, declarou guerra à França, pois a declaração de guerra causaria a união entre os germânicos. A Alemanha ainda saiu ganhando: anexou ao seu território a região francesa de Alsácia Lorena;
-ao pan eslavismo russo e à morte do príncipe bósnio Francisco Ferdinando. O pan-eslavismo defendido pela Rússia pregava a unificação dos povos eslavos. Estes povos estavam divididos na Bósnia e no reino austro-húngaro. estes não aceitaram o pan-eslavismo. Então a Rússima manda espiões para assassinar Ferdinando. O atentado em Sarajevo foi concluído por Gabriel Princip, matando Ferdinando. Com isso o reino austro-húngaro declara guerra à Rússi e alia-se à Alemanha. Mais tarde a Itália, devido às crises decorrentes da sua unificação, alia-se à esses países, formando a Tríplice Aliança.
      A Inglaterra se une à França e a Rússia formando a Tríplice-Entente. E a guerra estoura em 1914. O horror começa a se alastrar. Pessoas morrendo de fome. Soldados morrendo na guerra. Uma guerra criada por causa do dinheiro principalmente. Em 1915 a Itália deixa a guerra depois de um pacto secreto (Pacto de Londres) feito para que a Itália ganhasse posse sobre áreas conquistadas.
     Então, no dia treze de maio de 1917, três pastorinhos, Lúcia, de dez anos; Jacinta, de sete anos e Francisco de 9 anos tinham acabado de rezar um terço e passavam pela Cova da Iria quando viram um grande clarão, como que um relâmpago. Mas decidiram continuar. Então, novamnte esse clarão aparece e, sobre uma azinheira aparece a Virgem Maria. Ela diz: "Rezem o terço todos os dias para o fim da guerra". E então pede que os pastorinhos venham se encontrar com Ela todo dia 13 de cada mês, e que os levaria para o céu. E assim fizeram. Nossa Senhora pediu segredo, mas, a inocência de criança não permitiu. Lúcia via e falava com Nossa Senhora. Jacinta só A ouvia e Francisco só A via. No outro mês havia várias pessoas na Cova da Iria para ver a Virgem, mas ninguém conseguiu. Se a pessoa fosse de um coração com e pretasse atenção, poderia ouvir um pouco do falar da Mãe, como que um zumbido de abelha. Mas ninguém acreditou. E todos foram embora. 
     Em julho Nossa Senhora revela três sinais aos pastorinhos, chamados de Segredo. O primeiro e o segundo foram revelados por Lúcia em 1941.
     -1º Segredo: a visão do Inferno: (palavras de Lúcia) "Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fogo que parecia estar debaixo da terra. Mergulhados neste fogo os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronzeadas com a forma humana, que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que delas mesmas saíam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faúlhas em grandes incêndios, sem peso nem equilíbrio, entre gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor. Os demônios distiguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros. Esta vista foi um momento, e graças à nossa boa Mãe do Céu, que antes nos tinha previnido de que ia nos levar para o Céu! Se assim não fosse, creio que teríamos morrio de susto e pavor".
    -2º Segredo: A devoção ao Imaculado Coração e a conversão da Rússia: (palavras de Nossa Senhora) "Vistes o Inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração. Se fizerem o que eu  disser salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra vai acabar, mas se não deixarem de ofender à Deus, no reinado de Pio XI acontecerá outra pior. Quando virdes uma noite, alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai punir o mundo por seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a Comunhão Reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a meus pedidos a Rússia se converterá e terá paz, se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja, os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, muitas nações serão aniquiladas, por fim, meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á à Rússia, que se converterá, e será cedido ao mundo algum tempo de paz".
    3º Segredo: (palavras de Lúcia) "Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora, um pouco mais aldo, um Anjo com uma espada de fogo na mão esquerda; ao centilar, despedia chamas que pareciam que ioam incendiar o mundo; mas apagavam-se com o contato do brilho, que da mão direita, expedia Nossa Senhora ao seu encontro. O Anjo, apontando com a mão direita para a Terra, co voz forte diz: 'Penitência! Penitência! penitência!'. E vimos, numa luz imensa, que é Deus, 'algo semelhante a como se veem as pessoas num espelho quando lhe passam por diante', um Bispo vestido de branco. Tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre. Vários outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e Religiosas  subir uma escrabosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos, como se fôra de sombreiro com a casca; o santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma cidade meia em ruínas, e meio trêmulo, com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava no caminho. Chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz, foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo os Bispos, Sacerdotes, religiosos, religiosas e seculares, cavalheiros e senhoras de várias classes sociais e posições. Sob os braços da Cruz estavam dois Anjos, cada um com um regador de cristal na mão. Neles recolhiam o sangue dos Mártires e com ele regavam as almas que se aproximavam de Deus."
     Depois de revelar o Segredo às crianças, Nossa Senhora disse: "Continuem a rezar o terço para alcançar a paz". e prometeu que em outrubro realizaria um milagre para que todos creessem n'Ela..
     Em agosto as crianças não compareceram na Cova da Iria. Foram trancafiadas por pessoas más, que não queriam que esta "história" continuasse. Então a aparião aconteceu no dia 19, no sítio dos Valhinhos.
     No dia 13 de outubro estavam lá Lúcia, Jacinta e Francisco e 50 mil pessoas  Nossa Senhora teria dito às crianças: "Eu sou a Senhora do Rosário" e teria pedido que fizessem ali uma capela em sua honra (que atualmente é a parte central do Santuário de Fátima). Muitos dos presentes afirmaram ter observado o chamado milagre do sol, prometido às três crianças em julho . Segundo os testemunhos recolhidos na época, o sol, assemelhando-se a um disco de prata fosca, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra. Tal fenômeno foi testemunhado por muitas pessoas, até mesmo distantes do lugar da aparição. O relato foi publicado na imprensa por vários jornalistas que ali se deslocaram e que foram testemunhas do fenômeno.
    E tudo o que Nossa senhora disse se cumpriu: as crianças viram o Inferno; houve uma outra guerra, houve a conversão da Rússia; houve um atentado ao Bem Aventurado João Paulo II; houve o milagre do sol; e pouco tempo depois da última aparição, se cumpriu a primeira promessa de Nossa Senhora: Jacinta e Francisco foram levados com Ela para o Céu; Lúcia viveu até o ano de 2000, para dar testemunho de que, em 1917, a treze de maio, na cova da Iria, aparecera Maria, a Mãe do Senhor!

terça-feira, 10 de maio de 2011

CRIOLO E OS DENTES

     Andava Criolo pelas ruas de Arranca-Dentes sozinho, quieto, banguelo. O que mais queria era poder falar com alguém, poder ter dentes e mostrar a todos um sorriso angular, sonho de todo bom arranca-dentense. Ninguém naquela cidade sorria. Todos andavam sérios, mal-humorados, tristes. Menos Criolo. Apesar de ter esse sonho, ele sorria bangueladamente alegre. E não se importava com as chacotas que diziam, tal como esta, de autoria do dono do único armazém da pacata cidade, o senhor José Altieres:
     - Bom dia, sô Artiere! - diz Criolo ao chegar à porta do armazém para prosear um pouco.
     - Falaí Gingiva! Como ocê tá, fio meu?
     - Eu tô bem, tirando os apelido que o sinhô anda inventano à meu respeito na cidade. Não só o sinhô como todos esses medonho que tão aqui na venda. Esse aí foi só mais um né? Tem tamém o Banguela, o Dente Vermeio, e o mais famoso: Ban ban. Agora vou-me imbora, isso aqui num é lugar prá mim, a única pessoa desse lugar que sorri, ôceis tudo sai com a cara fechada, parecendo muié em enterro. - E sai triste, não mais com o sorriso banguelado, e sim com uma cara mais triste do que a dos arranca-dentenses.
     Criolo, depois de, indignado com a situação, afrontar seu José Altieres e todos que o chacotavam, não era mais aquela pessoa alegre. Tornara-se um legítimo arranca-dentense, como um rabujo, com uma cara encravada de rugas por conta das caretas que fazia, piores do que a dos habitantes de Arranca-Dentes. O seu desejo de sorrir, novamente o contagiou. Isto fez com que ele se mudasse. Uma atitude muito drástica. Mas foi.
    Logo que se mudou para Dentes Novos, uma cidade perto de Arranca-Dentes, a sua vida mudou completamente. E a vida arranca-dentense também. Lá ninguém mais tinha motivo para chacotear ninguém, pois o Ban ban tinha ido embora, aliás, este era o assunto da semana na cidade. Todos queriam que Ban ban voltasse. Inclusive o debochador do armazém, José Altieres. Mas Criolo estava feliz em Dentes Novos. Lá não foi discriminado por ser banguelo, e todos sorriam na cidade. Então Criolo soltou a sua amargura num forte grito e abriu um sorriso enorme ponta a ponta de sua face. Dentes cresceram em sua boca, aumentando mais ainda sua alegria e seu sorriso. E assim ele descobriu a fórmula do sorriso. Era uma fórmula tão simples que ninguém em Arranca-Dentes conseguia ver. Era a Fraternidade. Depois disso voltou correndo para Arranca Dentes levando a Fraternidade e dizendo: "Sejam fraternos e abram um grande sorriso em suas faces, e os dentes crescerão!". Todos ficaram alegres com a volta de Criolo, mas não entendiam o que ele queria dizer. Então Criolo convocou uma reunião no armazém do Altieres e abriu a boca. Todos viram aqueles dentes brilhantes e também abriram a boca. Logo dentes apareceram. A cidade de Arranca-Dentes, mais tarde se anexou ao município de Dentes novos, deixando de existir. Tudo era novo, inclusive os dentes. E todos sorriram felizes para sempre!
 

domingo, 8 de maio de 2011

     Hoje é dia de prestarmos homenagem àquela que nos aguentou em seu ventre por nove meses; que ouvia nossos choros clamando por alimento à altas horas da manhã e, de coração aberto e alegre, nos oferecia o leite, que mantia uma relação íntima de mãe e filho; suportou nossas travessuras infantis, brincadeiras e a siceridade de uma criança; suportou desaforos da adolescência e da juventude; suportou até as noras (eu não tenho), e vice-versa. E o que fazemos? Tdodo ano é feliz dia das mães pra lá, presentinho pra cá. E o coração? Será que o presente que damos, o abraço que oferecemos é de coração? Ou é um simples abraço num dia qualquer. As mães percebem. E o que elas fazem? Continuam a nos amar e nos defender à qualquer custo, com seu amor infinito. Que neste dia das mães não façamo-nos de abraços, presentes e etc (não estou ensinuando para não fazê-los) como uma homenagem, mas sim o que nós, filhos indignos às vezes, estamos sentindo.
     FELIZ DIA DAS MÃES!!

PEREIRICES 6

     Caros ouvintes, voltamos com o programa Pereirices! Sintam a alegria e o prazer de escutar minha linda voz e a voz rouca de Fernando Léo. Anderson estava conosco pelo msn, mudo. Aproveitem e mandem sugestões!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O CANTO QUE ENCANTA XV (RITA LEE)

     Nesta edição, a homenageada é a "Rainha do Rock brasileiro", Rita Lee.
     Descendente de imigrantes norte-americanos, nasceu em São Paulo, em 1947.
     Durante a infância aporendeu a tocar piano. Na adolescência começa a fazer interpretações em colégios. Em 1963 forma, juntamente com duas garotas, as "Teenage Singers", participando de shows e festas colegiais. No ano seguinte conheceram a banda masculina "Wooden Faces", e se unem à eles. Assim, formam juntos o "Six Sided Rockers". Com a saída de três integrantes, os restantes: Rita, Arnaldo e Sérgio formam "O Konjunto", que depis vira "Os Mutantes".
     Em 1967 a banda acompanhou com Gilberto Gil o III Festival da Música Popular Brasileira, na rede Record de Televisão, com a apresentação de "Domingo no Parque". Rita gravou seis discos com "Os Mutantes" e foi casada com Arnaldo, do qual se separaria em 1977.
     Em 1972 Rita deixa "Os Mutantes". Depois de um período de depressão, forma, junto com Lúcia Turnbull, a dupla "As Cilibrinas do Éden", cuja única gravação, ao vivo, foi lançada 35 anos depis. Rita e Lúcia desistem da dupla e formam a banda "Tutti Frutti". Rita cantava, tocava piano, sintetizador, gaita e violão. Durante a primeira gravação Lúcia deixa a banda.
     Em 1975 Rita Lee se consagra com o disco "Fruto Proibido", considerado uma obra-primado rock brasileiro. Em 1976 lança "Estradas e Bandeiras", com um som mais pesado e com a predominância da guitarra de Carlini. Em agosto do mesmo ano foi presa pela Ditadura Militar pelo porte de uso de maconha. Rita alegou que tinha parado de usar por causa da gravidez e que a droga era usada por amigos e frequentadores da casa. Mesmo assim, foi condenada à prisão domiciliar, tendo que pedir permissão para sair de casa para fazer shows. Ainda neste ano conhece Roberto de Carvalho, músico carioca, e inicia com ele uma parceria musical e amorosa que dura até os dias de hoje. Depois teve três filhos.
     Nos anos 1980 fez musicais na televisão e gravou discos.
     Em 1991 Rita separa-se temporariamente de Roberto, que voltaria a cantar com Rita em 1995. Neste ano deu entrada num hospital por overdose e, em 1996, sob o efeito de barbitúricos, cai da varanda no seu sítio. Os médicos, depis do acidente e da ciruigia para colocação de pinos de titânio em seu maxilar, disseram que Rita não poderia mais cantar.
     Em dezembro de 1996 casa-se legalmente com Roberto de Carvalho e em 1998 lança seu "Acústico MTV". Entre 2002 e 2010 faz inúmeras apresentações e gravações, gravando, em 2010, a trilha sonora do remake da novela "Ti ti ti", da rede Globo de Televisão.
     Em 2011, Rita inicia a Tour "Os Reis do Rock", com Erasmo Carlos.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

SENSIBILIDADE Z - E - R - O !

   Por Thamyres Ventura


      Ontem, dia quatro de maio de 2011, me propus a mudar. Mudanças habituais e psicológicas. Mas por quê? Assisti a um documentário que fala sobre o consumo de carne e de seus impactos sobre a vida. Este que recebe o nome de "A carne  é fraca".
     A Pecuária tem se expandido e com ela o consumo de carne. Assustador é perceber quem poucos têm a consciência de que este tem se tornado um dos maiores problemas do planeta. Desses problemas, dois são maiores: os ambientais e o tratamento dado aos animais criados para o abate ou aqueles que se tornam verdadeiras máquinas de produção. O primeiro prefiro deixar para um outro momento, venho por meio deste texto fazer um pedido de socorro.
     Animais são maltratados, presos e torturados como meros objetos, que não sentes e que não têm direito à vida. Nascem destinados a morrer, aliás como todos nós, mas morrem como se não tivessem vivido.
     Não entendo por que ignoramos aos fatos e continuamos andando, seguindo em frente com os olhos tapados, ou até bem abertos, mas preparados para não ver. Olhos para não ver e coração para não sentir. Assim, a cada dia que passa, nos tornamos insensíveis aos acontecimentos e acredito que isso acontece porque não fazemos nada para que o direito desses animeis sejam respeitados e, se esses direitos não existem, nós é que devemos fazê-los.
     Se pararmos para pensar  veremos que só conseguimos direitos porque muitos, antes de nós, lutaram e até morreram pela causa. As vozes desse povo foi ouvida a partir do momento em que começaram a questionar as impunidades e as desigualdades da época.
     Animais não falam, pelo menos não a nossa língua, mas sentem e a maior prova disto é que a maioria dos criadores de gado e outros rebanhos, não consomem a carne dos animais que criam. Isto porque, com o tempo, a relação do homem para com o animal se torna afetuosa e estes retribuem com a mesma intensiadade, apenas de maneiras difrentes. Não é justo provocar tanta dor e sofrimento a seres divinos e indefesos. Seres tão bem planejados por Deus quanto nós.
     Quanto a opiniões, cada um tem a sua, e respeito. Sinceramente, desse ponto de vista, não concordo que o consumo de carne seja o principal problema. O problema está em ocultar as crueldades a que estes animais são submetidos. Mas este é só o começo da história.

BLOG EM FESTA!

     Novamente venho aqui anunciar a nossa festa, homenageando Mariana, mais um mambro deste Blog, pelo seu natalício. Que você continue sendo simples no falar, no agir e que sempre nos cubra com sua ternura e com seu olhar azul-mar!



PARABÉNS, MARIANA! 

terça-feira, 3 de maio de 2011

FLASHBACK III

Tomada da Bastilha, o marco zero da Revolução Francesa
     Que bela época fomos parar, não acha (no FLASBACK II)? Sim, para os ricos foi uma bela época, florida de amor e dinheiro, muito dinheiro. Já para os pobres...Sem comentários. Em vez de seguir a história como tomou seu rumo, decidi a cada post escrever sobre uma época distinta, para não ficar cansativo. Também fiz isso por causa de minha inspiração em escrever. Mas não vem ao caso. Desta vez decidi voltar até 1789, na Tomada da Bastilha, marco inicial da Revolução Burguesa Francesa. A decisão de escrever sobre esta "Revolução Burguesa" se decorre da aula de História que tive hoje sobre o assunto. E, também, para esclarecer a visão que temos desta revolução. Em outras oportunidades virão outras coisas como o mais atacado pela burguesia de todos os tempos, depois de sua formação: o Comunismo. Mas ainda não é a hora. Bem, permita que eu volte ao assunto central, já desviei demais...
     O ano é 1789. O povo se reúne defronte à Bastilha. E a toma. Aí se inicia a Revolução "Burguesa" Francesa. O porquê de burguesa? Já já entenderá.
     O lema adotado pela revolução dizia: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Foram (e são) seguidos pela metade. A Revolução Francesa foi organizada pela Burguesia, que não se interessava pelo modelo absolutista, o qual o rei era o chefe supremo da nação. Era mais interessante um governante que atendesse aos seus ideais (os da Burguesia). O povo? O povo que se dane. Fizeram a "Revolução" somente visando seus preceitos, e esqueceram do povo. A Liberdade que o povo ganhou foi mínima, pois, com a autocoroação de Napoleão, a nação foi governada exatamente como quando a França era absolutista, somente para com o povo. A Burguesia, agora, podia concluir todos os seus interesses (ou alguns deles pelo menos). A Igualdade foi somente a igualdade jurídica, pois a social foi esquecida (a Burguesia não é idiota). E, mesmo assim, a igualdade jurídica não era tão igual assim não. Nem nos dias de hoje é. A fraternidade nem chegou a acontecer... Então, podemos dizer que houve uma "Meia Revolução", como quase todas as revoluções. Nenhuma é perfeitamente seguida em seus ideais. E não seria esta diferente (somente pela vontade do Pai, que não deve ligar muito para estas coisas do mundo não).
Napoleão Bonaparte
      O resultado desta Revolução, diferentemente da Revolução Gloriosa, na Inglaterra, se repercutiu ao mundo todo. O mundo mudou e muito depois desta Revolução. Houve conflitos entre França e Inglaterra, resultando no Bloqueio Continental, em que nenhum país poderia fazer comércio com a Inglaterra, bloqueio este que foi ignorado por Portugal, ocasionando, assim, a vinda da família real para o Brasil e da invasão de Portugal por Napoleão e assim por diante... Isso tudo saiu um pouco fora dos reais ideais da Revolução Francesa: se há bloqueio, não há liberdade. Se há dominação, não há Igualdade, e se não há nenhum destes dois fatores, nunca haverá a fraternidade.
Barrete Frígio
     Que no nosso tempo, que é agora, possamos fazer uma Revolução Francesa, a começar por nós, na nossa família, na nossa casa, na nossa rua, cidade etc. Que possamos fazer brotar a liberdade, a igualdade e, principalmente a fraternidade, para que vivamos sempre felizes. Mas que esta revolução não seja de caráter burgês, porque senão vai estragar tudo, como em 1789.

 Até mais!!

BLOG EM FESTA!

     Hoje, um dos braços do PROBLEMA SEUS  completa mais um ano de vida. Hoje tudo volta ao zero, tudo se recomeça, os meses para um novo aniversário, o amor, a esperança. Tudo é novo.
     E esta é uma sincera homenagem, tão simples, mas que toca o nosso e, com certeza, o seu coração, Thamyres! Que esta força que te rege sempre te acompanhe e faça você brilhar! 


FELIZ ANIVERSÁRIO, THAMYRES!