terça-feira, 29 de março de 2011

SOCIOLOGIA E EDUCAÇÃO

Colaboração de Alice Michaelis

  A entrevistada foi a socióloga e professora Mariana Junqueira, que destacou pontos de ligação entre a Sociologia e a Educação.

- Qual a ligação entre a Sociologia e a Educação?

  Os sociólogos, desde o início da Sociologia, têm discorrido e discutido muito a Educação. Eles consideram a Educação imprescindível para a compreensão do funcionamento da sociedade. Portanto, o ramo da Sociologia que tata da Educação começou a ser conhecido como Sociologia da Educação.

- Você, como socióloga e professora, pode apontar o que falta na Educação brasileira para ser considerada uma Educação de qualidade?

  Falta independência do pensamento dos educadores e incentivo à análise crítica. A Educação, como o pensamento, no Brasil, tem bases positivistas e a elite (classe dominante) dominam e controlam a forma de se educar e pensar.
  Hoje, o direcionamento do conteúdo é dade pelo vestibular, ENEM: restringindo o pensamento, o conhecimento e a formação do aluno à esse conteúdo. Disso decorre o desinteresse do aluno pelo currículo e o afastamento deste à realidade.

- De que modo a família pode contribuir para o desenvolvimento educacional no nosso país?

  A família pode contribuir estimulando o aluno a se informar, a estudar, a ter interesse pelos assuntos ensinados, a ser questionados. Possuir visão crítica da realidade trazer novidades para a escola.

- A desigualdade social contribui para a precariedade da Educação?

  Contribui muito. A desigualdade social é uma das grandes mazelas do mundo e do Brasil.
  Para legitimar a dominação da classe dominante, há o apelo à Educação, que é a responsável pela manutanção das relações de dominação e assim, da desigualdade. Caso todos os cidadãos tivessem oportunidades iguais, a desigualdade diminuiria e a classe social que se beneficia dessa relação de poder sairia desfavorecida. Entretando é essa classe social que está no poder, portanto a dificuldade de se imprimir uma transformação é grande.



Até mais, pessoal!

sexta-feira, 25 de março de 2011

FLASHBACK I

  Em meio a tantos erros cometidos no passado que se repetem, me pergunto se ninguém deles teve uma matéria chamada História em suas vidas. Não importa a resposta, mas sim o que iremos debater nesta coluna.
  Para estrear esta coluna e para mostrar nosso poder (bom é claro) para os desavisados e errantes (incluso eu),  começaremos voltando (começar voltando é ótimo)em 1500, no "descobrimento" de nosso lindo país chamado de Brasil pelos "descobridores".
Fonte: Google Images
  Quando os "descobridores" aqui chegaram, aparentemente não havia ninguém aqui. Como eu disse, aparentemente. Então resolveram se apossar desse território "descolonizado". Depois viram uns nativos, os quais chamaram de índios, pois pensavam que tinham chegado nas Índias. Mas não chegaram. Chegaram numa terra já povoada, e dominaram os que aqui habitavam, que foram escravizados e forçados a trabalhar nos engenhos. Não se utilizou muito a escravização do indígena devido aos processos de catequização, realizados pelos jesuítas nas Missões. Não estou reclamando deste fato histórico do descobrimento, afinal, se não fosse por este meio eu não estaria aqui hoje contestando o suposto descobrimento de minha nação. Estou sim fazendo uma comparação da época da pré-colonização brasileira com os dias atuais. E se encaixa perfeitamente.
  Na época da pré-colonização, os índios tabalhavam na exploração de pau-brasil em troca de "bugigangas". Como eles (os índios) não conheciam estas "bugigangas", achavam que tinha muito valor. Bem, espelhos, hoje, devem custar caro não é verdade? Ou será que não... Alguns índios eram escravizados, mas não muitos, pois ficava difícil se escravizar índios, pois conheciam o território brasileiro melhor que os colonizadores europeus. Isto dava uma vantagem à eles, somando à sua catequização, realizada, como dito anteriormente, pelos jesuítas, que impediam que os colonizadores escravizassem os índios, ou pelo menos tentaram... Em meio à isso, os senhores de engenho e, mais tarde, os senhores da Mineração, Barões do café etc. começaram a "comprar" escravos africanos, chamados de negros. A alegação deles (os senhores) é de o europeu ser uma raça superior, tendo o direito de dominar as outras. Sem falar que toda a riqueza brasileira se escoou toda para Portugal e para a Inglaterra, pois esta emprestou dinheiro e apoiou Portugal na expulsão flamenga do nordeste e na separação da União Ibérica.
Fonte: Google Images
  Em comparação com o mundo de hoje, não se trabalha mais em exploração de pau-brasil (pois se explorar acaba), mas se ganha bugiganga ainda, chamada salário MÍNIMO. E não são índios que trabalham para europeus, são os pobres trabalhando para os ricos. Faz até um pouco de sentido né. Nenhum rico sairia trabalhando para pobre, afinal, novamente existe a classe dominante e a classe dominada. A alegação não é a superioridade racial, mas sim a econômico-social. E hoje, de fato, os mais necessitados se tornam "escravos", pois se não ganharem dinheiro não vivem. E não têm como fugirem, pois se assim fizerem, a roda do capitalismo os atropela. E não há catequese, nem culto, nem Aleluia que pare a roda capitalista de atropelar os desavisados.
  Hoje, como em 1500, há "compras". Não de escravos, mas sim de opinião. Hoje não saímos pelas ruas comprando pessoas, nós vamos além: compramos as suas mentes e opiniões. Durante a República Velha era assim. Haviam os coroneis, que mandavam e desmandavam na cidade. Quem não fizesse o que eles mandavam era morto. Hoje também há estes coroneis, com a garrucha da corrupção.
Fonte: Google Images
  Pessoas lutando pela dignidade e pela igualdade. Pessoas que se entitulam "donas do pedaço". Nada é de ninguém e tudo é de todos, afinal, nada aqui é nosso. Se for, quer dizer que se eu chegar num pedaço de terra, cercar e dizer que é meu ninguém se incomodará?
  Este foi o primeiro de muitos flashbacks que daremos. Mudar o mundo? Não sei. Tentar? Sempre!
  Até mais!

quinta-feira, 24 de março de 2011

O CANTO QUE ENCANTA XI (CARMEM)

  Maria do Carmo Miranda, ou simplesmente Carmem Miranda, nasceu em Marco de Canaveses, Portugal, a 9 de fevereiro de 1909. É considerada precursora do Tropicalismo, um movimento cultural brasileiro surgido ao final da década de sessenta.
  Em 1910 veio com a família para o Brasil. Nunca voltou à sua terra natal. No Rio de Janeiro, seu pai abriu uma barbearia. A família residia num sobrado acima da barbearia.
  Carmem estudou numa escola de freiras. Seu primeiro emprego, conseguido aos 14 anos, foi numa loja de gravatas e depois numa chapelaria.
  Em 1929 foi apresentada ao compositor Josué de Barros, que se encantou com seus talentos e começou a promovê-la em teatros.
  O grande sucesso veio em 1930, com "Pra você gostar de mim". Em 1933 ajudou Aurora, sua irmã, a ingressar  na carreira artística. Também em 1933 realizou sua primeira turnê internacional, indo se apresentar em Buenos Aires. Em 1936 estreou o filme "Alô, alô carnaval". Depois de se apresentar para o hollywoodiano Tyrone Power em 1938, tentou uma carreira nos estados Unidos, mas desinteressou-se, pelo salário de 30 contos de réis (15 mil reais) no cassino da Urca.
  Em 1939 Carmem assina contrato com Lee Shubert e vai para os Estados Unidos, nas vésperas da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Estreou no musical "Street of Paris", em Boston. Em 1940 faz uma apresentação ao presidente Roosvelt. Depois, ainda em 1940, volta ao Brasil. Entre 1942 e 1953 atuou em 13 filmes em Hollywood.
  Em 1946 Carmem era a artista mais bem paga de Hollywood. Em 1947 casou-se com o norte-americano David Sebastian. O casamento entrou em crise meses depois, por conta de ciúmes excessivos, brigas e traições de Devid, mas Carmem não aceitava o divórcio por ser Católica fervorosa. Em 1948 engravidou, mas sofreu um abordo espontâneo, e não conseguiu mais engravidar, acarretando depressão e abusos com bebidas e remédios. Era dependente de barbitúricos, calmantes que ingeria para poder dar conta dos shows.
  Morreu em 5 de agosto de 1955, aos 46 anos, após ter um colapso cardíaco fulminate.
  Esta é a homenagem do PROBLEMA SEUS à Carmem Miranda!







    

"Você tem que me dar teu coração" Carmem Miranda
Até mais! 

SUJARAM A FICHA LIMPA...

  Uma das esperanças da nação, uma das esperanças de nossa população brasileira se livrar total ou parcialmente da corpção suja e derradeira que assolou, assola e que agora, de fato, assolará este nosso tão belo Brasil é posta ao chão. Este, que desde a Proclamação da República sofre com ações diretas ou indiretas de coronéis, como demonstra o escrito algumas postagens atrás(http://problemaseus.blogspot.com/2011/02/os-coroneis-vem-ai-ole-ole-ola.html). Este Brasil, que sofreu com a ditadura Integralista, este Brasil, que sofreu nos anos de chumbo, este Brasil que sofre com a alienação, agora, mais uma vez, tem o coração partido pela incompetência, pela corrupção, pela inconsequência de alguns que estão à frente administrativa. Se ao ano passado tínhamos a esperança de construir, ou pelo menos tentar construir um país liberto da corrupção e da sujeira política, agora, voltamos ao zero. Voltamos mais uma vez ao início. Mais uma dentre tantas outras, que marcam profundamente a história e o coração dos brasileiros.
  A esperança que os brasileireiros (incluso eu) devem ter colocado (pouca esperança e mais desconfiança ao meu ver) se esgota mais uma vez. Como o próprio título diz: "Sujaram a ficha limpa". Mas, parece que ela já era suja bem antes de ser lançada. Pergunto: Qual foi o motivo da criação da lei da "Ficha limpa" então? Seria um passatempo que arrumaram? Não há nada para se fazer num Congresso Nacional? Somente "brincar" de aprovar leis? Por que razão vetaram a "Ficha limpa"? Perguntas que, infelizmente, NÃO teremos respostas COERENTES.
  "Apesar de você, amanhã há de ser outro dia". Esta frase cantada em uma linda composição de Chico Buarque pode retratar a esperança que temos nós, brasileiros de VERDADE. Nossa esperança nunca morrerá. O que significa que haverá uma nova aurora para embelezar o céu deste Brasil, hoje sujo pela ficha limpa.

quarta-feira, 23 de março de 2011

"COMO FALAR COM UM VIÚVO"

  Escrito por Jonathan Tropper, o romance "Como falar com um viúvo" conta a história de Doug Parker, um rapaz que perdeu sua esposa, Hailey, num acidente de avião. Desde então não faz nada a não ser se embebedar com Jack Daniel's e sofrer. Seu pai sofreu um AVC. Sua mãe, um ex-atriz, ainda vive como se tivesse atuando. Sua irmã caçula conheceu o noivo no dia do velório de Hailey, e Doug não consegue perdoá-la. Seu enteado de 16 anos vive se metendo em encrencas. Claire, sua irmã gêmea vai morar em sua casa. Grávida e prestes a se divorciar do marido, se dedica a livrar Doug do luto e trazê-lo para o cotidiano, o que significa sair com outras mulheres. Em pouco tempo Doug se encontra em vários equívocos sexuais e situações familiares tragicômicas.
  "Eu tinha uma esposa. Seu nome era Hailey. Agora ela se foi. E eu também".

Boa leitura!