quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

ANO NOVO, VIDA NOVA

As expectativas do povo  para 2011. O que  mais os marcou em 2010.



  O ano está terminando. Começará um novo ano, uma nova vida, um novo começo. E o Blog Problema Seus foi até as ruas para saber a opinião do povo (ou de duas pessoas que o representam) sobre o ano de 2010 e expectativas para 2011. Três perguntas foram formuladas. Foram pedidas opiniões sobre o ano de 2010, seus pontos positivos e negativos e planos para 2011.
  Para a balconista Fátima Souza, o ano de 2010 "foi muito bom. Gostei muito. Não ocorreram desgraças na minha família. Tendo paz e saúde é o importante", afirmou. Sobre os pontos positivos e negativos do ano "Continuo trabalhando, tendo uma boa vida. O que, de positivo me marcou nesse ano foi a eleição da primeira mulher à presidência, isso prova que a mulher pode. Os pontos negativos foram o tráfico de armas e drogas, a violência e a corrupção. Queria para 2011 um pouco de paz entre as pessoas, mais solidariedade, aumento de emprego e da remuneração", respondeu.
  Estas opiniões de Fátima não estão muito distantes das de Juliana Maciel. Comerciária de 23 anos ela afirma: "Aprendi e amadureci muito. Foi um ano de muitas conquistas para mim, muitas amizades novas. Pessoas que me fizeram acreditar que os sonhos podem se realizar. Como ponto positivo no ano de 2010 elevo a eleição de uma mulher à presidência, a tomada do complexo do Alemão pelos militares. Vários amigos que fiz. Os pontos negativos são a maioria. Precisamos de melhoramentos na nossa cidade, principalmente na saúde e na educação. Várias pessoas vão até outros hospitais de outras cidades para serem atendidas, inclusive eu. Para 2011 penso em ter uma casa própria, um emprego melhor que esse, um progresso financeiro", afirmou.
  Chegamos à conclusão de que o povo quer mais conforto e valorização. E, de fato, eles merecem.Em minutos foram reajustados os salários dos parlamentares, enquanto em meses se reajustam os dos trabalhadores de verdade. Em meses se prolongam o recesso do parlamento enquanto em horas ou em até minutos se prolonga a pausa mínima dos trabalhadores de verdade.
  Até mais, leitores. Desejo à vocês um feliz Ano Novo, repleto de novidades boas e de realizações! Tchau!


  

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O INOCENTE

Capítulo VII
Cena I
(Escritório de Estela)


(Batidos à porta)
(ESTELA) - Quem é?
(Silêncio)
(ESTELA) - Quem é?
(Silêncio)
(Estela abre a porta e é agredida com uma coronhada de Afonso, e desmaia.)
(NOÊMIA) - Vamos ver se João irá me denunciar ou não! (Risos)
(saem)


Cena II
(Escritório de Estela. Entra João)


(JOÃO) - Oi, fui entrando sem bater porque a porta estava...Estela? Olá...Há alguém aqui?
(João acha um bilhete na mesa de Estela)
"Querido, sabia que viria alguma hora visitar sua amada,. por isso tive o trabalho de escrever um bilhetinho....Se você ou um de seus amiguinhos abrir a boca para a polícia, vou encerrar esse caso na sua amadinha advogada de quinta categoria. Se quiser, pode vir buscá-la, sozinho, sem arma e, sem a polícia, óbvio. Beijinhos da sua mãezinha!
(JOÃO) - Como ousa...como ousa se entitular minha mãe! Pois saiba que eu vou sim buscar Estela, e com todos os meus amigos e com a polícia, sua desgraçada!
(sai)


Cena III
(Mansão da Família Prado)

(Entra João)
(JOÃO) - Mãe! Bastião! Temos de sair, vamos! Estela foi pega!
(DOROTÉIA) - Mas, filho! Como?! Noêmia a pegou?!
(JOÃO) - Sim, aquela vagabunda a pegou. Bastião, vá até a delegacia e avise o delegado sobre o acontecido. Tome, este é o endereço. Diga para ele ir com cautela porque a minha mãe, ou melhor, Noêmia pediu para mim ir sozinho.
(BASTIÃO) - Certu Jão! Tô indu!
(sai Bastião)
(DOROTÉIA) - E eu, filho? Também quero ajudar.
(JOÃO) - A senhora irá comigo, mãe. Quero que Noêmia fique louca de raiva de te ver junto comigo! Vamos!
(saem)


Cena IV
(Delegacia)


(Entra Bastião)
(BASTIÃO) - Seu Delegado! Seu Delegado!
(DEL. SOARES) - O que foi? Diga! Você não é..
(BASTIÃO) - Sô! Sô o mordomo do Jão sim! Ele memo qui pediu pra mim vim aqui pra avisá o sinhô qui ele tá indo pra esse indereço aqui ó. Ele vai pegá a Estela qui tá nas mão da Noêmia! Ele pidiu pro sinhô i pra pendê ela, mais pro sinhô í cum cartela!
(DEL. SOARES) - Cautela! Sim, vamos, acho que o que João quis dizer é que não é pra eu aparecer. Vamos homens!
(saem)


Cena V
(Local para onde Noêmia levou Estela)


(Entra João, sem Dorotéia)
(NOÊMIA) - Você veio rápido! O amor é mesmo lindo né! Bem, comecemos logo! Porque não assiste também, Dorotéia?!
(Entra Dorotéia)
(DOROTÉIA) - Como você sabia, sua pilantra!
(NOÊMIA) - Pera lá! Nome feio não hein! Sem baixaria porque o meu nível é alto!Você é desatualizada, não sabia que existiam câmeras?! Bem, vamos começar! Olha, pensei muito e, acho que vou fazer um "Romeu e Julieta" nesse galpão. Vou matar os dois! (risos)
(Entra Bastião)
(BASTIÃO) - Ocê num vai fazê uam coisa dessa não né?!
(NOÊMIA) - Você duvida? Não notaram que há dinheiro  nesse galpão e que tudo está escuro a não ser as luzes das nossas lanternas?! Se mexerem uma palha todos morrem! Acam que eu sou tola. Sabia que esse cafageste traria vocês! Aliás, avise o delegado lá fora também!
(Bastião desmaia Afonso com uma paulada na cabeça. Gustavo corre para pegá-lo, mas é surpreendido pelo delegado. Sem que Noêmia percebesse, Bastião corre e a agarra "por trás", e Noêmia fica imóvel)
(NOÊMIA) - Desgraçado! Mas não vão se safar!
(Noêmia dispara contra uma luminária do galpão, que pega fogo e que faz as outras explodirem. O galpão fica em chamas.)
(JOÃO) - Estela! Estela!Vamos! Pegue aqueles capangas da Noêmia, eles não têm nada a ver com a história.
(ESTELA) - Certo!
(saem do galpão)
(JOÃO) - Vá Mãe!
(sai Dorotéia com Bastião desmaiado)
(JOÃO) - Você não vem?
(NOÊMIA) - Para ter que enfrentar a justiça e passar o resto dos maus dias com o "povinho"?! Não, obrigada.
(JOÃO) - Vai explodir, ande!
(NOÊMIA) - Não vou! Olhe, só lhe peço uma coisa: Perdão por tudo! Mas, foi muito bom usufruir da sua fortuna! Agora, tenho de pagar o imposto. Vá você, você tem uma pessoa que te ama e uma mãe, vá cuidar delas!
(João sai desesperadamente do galpão em chamas que, em segundos vai ao chão por conta da explosão. Afonso e Gustavo são levado imediatamente para a delegacia. bastião vai para o hospital)

sábado, 25 de dezembro de 2010

Aos meus amigos


Palavras...

Podem trazer esperança
Gritar alegria
Ou ferir seriamente

Podem formar a canção
Construir a poesia
Ou calar friamente

As vezes curam feridas
As vezes espalham veneno
Outras derramam mentiras
Para muitas o mundo é pequeno

Porém quando mais precisamos
Se perdem, se trombam e caem no chão
Pois falam verdades, falam mentiras,
Mas não falam o coração

E no espaço de sua ausência
Fica o abraço, o sorriso, o olhar
Palavras que correm e me fogem
Eu as pego e faço rimar

E se agora me agarro a elas
E porque muitos não posso dar
Abraços, sorrisos e olhares
Neste dia que é dia de amar

Aos abraços que me acolheram
Aos olhares que me confortaram
Meus amigos eu muito agradeço
Os sorrisos que tanto alegraram!

Mariana de Mendonça 25 de Dezembro de 2010 (Natal, dia de amar. Dia que o amor nasceu em menino.)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

NATAL


Em uma "entrevista" por msn com o Pe. Sergio Muniz
"O Natal é a festa de encontro entre o céu e a terra: do Filho de Deus se faz filho do homem para que os filhos dos homens se tornem filhos de Deus. No dizer do Evangelista João: "O Verbo se fez carne e habitou entre nós. E nós vimos sua glória, a glória que um Unigênito recebe de seu Pai... e a todos que O receberam, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus" (Jo 1...).
Jesus restaura a ligação entre o céu e a terra por ter em si mesmo o céu (natureza divina) e a terra (natureza humana). Isso faz dele o "Grande Sumo Sacerdote" (carta aos Hebreus). Vem repartir conosco sua filiação divina. Sendo Filho de Deus por natureza (tem a mesma natureza divina do Pai), concede-nos ser filhos por participação, através da fé em sua pessoa e sua obra redentora.
Celebrar o Natal é, pois, celebrar a Misericórdia divina que se inclina sobre a humanidade ferida de pecado para reconduzi-la à casa do Pai. É celebrar o Bom Pastor que deixa no Céu a multidão dos anjos para se ocupar da ovelha perdida nesta terra de exílio, este "vale de lágrimas". assumindo a natureza dos filhos de Adão, o Filho eterno a toma sobre os ombros e para levá-la até o Calvário e daí à glória da ressurreição, onde se cumpre plenamente o sentido do Natal.
Jesus nasceu para dar morte à nossa morte e vida à nossa vida.
Juntemo-nos aos Magos e aos pastores... vamos a Belém ver o que  o Senhor fez por nós. Abramos o coração. Ele virá, então, à nossa pobre gruta e transformará o humilde estábulo no Templo da sua glória. Feliz Natal!"



quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O INOCENTE

Capítulo VI
Cena I
(Esconderijo de Dorotéia).(Chega João)


(BASTIÃO) – Cê veio.
(JOÃO) – O delegado meu trouxe, ele acha muito estranha estas reações da minha mãe.
(BASTIÃO) – Num chama ela de mãe!! Num chama!
(JOÃO) – Por que?
(BASTIÃO) – Porque ela num é sua mãe. Sua mãe é essa fiiio!
(entra Dorotéia)
(JOÃO) – Mãe?
(DOROTÉIA) - Meu filho! Meu filhinho!
(JOÃO) - Por quê? Minha mãe é Noêmia! Bastião, que confusão é essa?
(BASTIÃO) - Jão, num tem confusão não, Dorotéia é a sua mãe! A Noêmia te enganou, num foi nem ocê e nem ninguém qui ocê cunhece qui matô seu pai, nem sua mãe qui matô ele, purquê foi a Noêmia! Ela qui matô ele. Depois ela prendeu tua mãe aqui e me ameaçô me matá se eu não cuidasse dela e não mantesse segredo. Ela matô a Janinha também, eu vi, eu vi cum meus póprios zóio Jão! Acredita em miim, a sua mãe pode confirmá tudo que eu disse fio!
(João abraça sua mãe, emocionada, que confirma tudo o que Bastião disse)
(JOÃO) - Mãe! Minha mãe!
(DOROTÉIA) - Meu filho!
(abraçam-se)


Cena II
(Casa de Noêmia. João entra furioso)

(JOÃO) - Você é muito suja! Como você pode..
(NOÊMIA) - Quem é você para entrar assim na minha casa?!
(JOÃO) - Sou o dono desta casa e da empresa de meu pai que você roubou! Além de assassina é uma impostora também!
(NOÊMIA) - Olhe como fala de sua mãe, seu moleque!
(JOÃO) - Minha Mãe chama-se Dorotéia Sanches Prado! E você é uma impostora, assassina e, que, dentro de instantes, irá para a cadeia, pro xilindró! Pra sua casa, melhor dizendo!
(Noêmia dá uma bofetada em João)
(NOÊMIA) - Você não tem como provar o que está dizendo
(entram Bastião e Dorotéia, que vieram com João)
(BASTIÃO) - Ele tem sim, sua assassina! I samo eu e Dorotéia qui vai bota ocê no xilindró, prá vingá o Marcelo!
(NOÊMIA) - Vocês?! Um bando de lixo!?
(DOROTÉIA) - Você confeccionou esse lixo, e, agora está na hora de levarmos ele pro lixão!
(saem)
(NOÊMIA) - "Não posso deixar que eles façam uma coisa dessas, só tenho uma saída!" Afonso! Gustavo! Infelizes, apareçam logo!
(antram Gustavo e Afonso)
(AFONSO) - Nos chamou, senhora?
(NOÊMIA) - Sim, sim, preciso de um grande favor! Já está de noite, mas Estela deve estar ainda no seu escritório. Então vamos fazer o seguinte......


Cena III
(Escritório de Estela)


(Batidos à porta)
(ESTELA) - Quem é?
(Silêncio)
(ESTELA) - Quem é?
(Silêncio)
(Estela abre a porta e é agredida com uma coronhada de Afonso, e desmaia.)
(NOÊMIA) - Vamos ver se João irá me denunciar ou não! (Risos)