Sentado à beira do meio-fio do passeio da rua de sua casa, Lisbela contemplava a paisagem que sempre esteve lá, mas que, naquele dia, naquele momento, servia de ícone para que se imaginasse um futuro não tão distante. Aquela paisagem, típica de um dia ensolarado, quente e vivo, mostrava suas auroras e um deslumbrante pôr-do-sol. Ao menos era o que pensara Lisbela. Pude ver em seus olhos o reflexo do sol vermelho se pondo e sentir a energia amorosa que dela fluía em direção à mim. Era um amor puro, como o ar que a floresta do morro respirava e o perfume das rosas do oratório de Santa Teresinha. E assim continuou, e eu também ali, à espreita para que não me visse, continuei contemplando sua face Mariana e meiga, entre outras virtudes que só a Mãe do Senhor pode ter mesmo. A tarde dava seu adeus e a noite entrava em cena, nada nos atrapalhava, até...
Até... Até... Até...Palavra mesquinha esta, em que se pode ter sentido de grandeza ou de barragem. No meu caso foi de barragem. Ai, palavras que me atormentam. Ai, momentos que me corroem por dentro. Ai, coração dividido. Não só o meu, mas o de Lisbela! Ao menos é o que sinto. Sim! Sim! Aquela donzela espelhada no brilho da Virgem, cujo olhar azul-céu fitava o sol vermelho e respirava o puro ar do morro! Sim! Naquele momento percebi que não era só meu coração dividido e minha timidez que impediam um feito maior de minha parte. Que não era só este caduco romântico que sofria. Ela também! Isto não me aliviou, e sim, gerou mais e mais situações no meu coração. A noite cada vez mais se aproximava, em que a pureza e a vermelhidão do sol davam lugar ao negrume da noite. Assim também acontecia com o meu coração. Ela não mais fitava com a ternura e o amor puros a paisagem que sumia em meio à noite. Olhava para baixo, como quem está muito pensativa. Penso eu que ela não deixou mais que o coração falasse. Optou pelo racionalismo e continuou com o compromisso que assumira meses antes de meu amor fluir. Diga-se de passagem que eu a amava bem antes de se inserir "até" na história, de ela se apaixonar (ou achar que se apaixonou) pelo Dito Cujo. O problema sempre é minha timidez.
Dito Cujo! É assim que o chamo. Não o conheço, e também não pretendo fazê-lo. Nada contra a pessoa que serve como "até" na minha vida. Que me impede de realizar um dos feitos mais importantes de minha caminhada terrena. Que me faz olhar para toda esta véspera com seu lindo pôr-do-sol e ver somente o negrume de uma noite sem lua nem estrelas. Que me leva a conclusão de que tudo isto foi uma miragem, num imenso deserto chamado coração(Porém não preciso afirmar que seja um deserto, pois pode ser a cegueira incandescente que o amor proporciona e que me faz enxergar miragens). Não tem culpa no cartório. Somente é mais um ator na novela chamada amor. Pena que o amigo foi aparecer na novela errada...
Não resta dúvidas de que Dito Cujo tomou o pensamento (não o coração) de Lisbela. Nem eu mais conseguia a concentração novamente. A noite já encobriu toda a paisagem e estávamos ali por falta de medo e pelas luzes que das casas vinham. A rua não era iluminada, então pude continuar escondido sem dar ares de desconfiança. Passavam pessoas pela rua, os seus familiares gritavam pedindo sua entrada e minha mãe fazia o mesmo. Mas não nos importamos com isso. E ali ficamos por mais um bom tempo. Acho que ela travava (e ainda deve travar) dentro de si uma guerra, tal qual eu. E por isso estava tão pensativa. Ou queria mesmo pensar em Dito Cujo para esquecer o que o coração diria sobre isso. Não sei, só digo o que meu coração diz. Não tenho lugar para ninguém em meu pensamento, só no coração, e metade dele é de Lisbela, até hoje. A outra metade é milimetricamente dividida e se divide mais a cada dia.
Final e infelizmente a impaciência tomou conta de nossos familiares e tivemos de voltar para casa. Certo de que ela não me viu, voltei para casa e olhei para o negro local do morro do ar puro e pensei: Será que é miragem mental ou verdade verdadeira? Não sei. Mas logo logo hei de saber, com ou sem os Ditos Cujos da vida ou os "atés" ou até eu deixar de ser prisioneiro do Romantismo e tomar alguma atitude parnasiana...
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
sábado, 24 de setembro de 2011
PARABÉNS, PROBLEMA SEUS , MUITOS ANOS DE VIDA!!!!!!
Há um ano atrás iniciava-se os trabalhos de dois amigos, dois grandes amigos para falar a verdade. Começamos devagar, postando pouco e sobre temas abstratos, mas que faziam repetir. Mas a alegria e o entusiasmo eram tão grandes que dava vontade de escrever todo santo dia. Passados alguns meses a família aumentou. Anderson e eu resolvemos convidar uma grande amiga, Mariana, para ingressar nesta viagem de encantos, histórias, reflexões, músicas etc etc etc. O convite foi aceito assim como o feito ao Caio, ilustre comentarista dos vários acontecimentos no cotidiano de nossa querida e "paralisada no tempo" Caxambu.E também à Thamyres, que nos encanta com seus poucos, mais eloquentes e sinceros posts que encantam e embelezam ainda mais tal qual os poemas de Mariana! E Há pouco ingressa Alice, incendiando de sabedoria e reflexão nosso blog. E assim o tempo foi passando, amizade foi crescendo, o companheirismo nos entrelaçando que hoje somos mais que uma família! Somos A Família!
Os votos de parabéns não são mérito meu, nem de Mariana, nem de Anderson, nem de Caio, nem de Alice e nem de Thamyres, mas seu, caro leitor. se não fosse os comentários e as visitas suas não poderíamos crescer como crescemos, não poderíamos deixar fluir nossa liberdade de expressão como deixamos, não poderíamos nem montar uma equipe como montamos. Então, o mérito é seus! Parabéns por fazer de nós uma família e poder partilhar conosco nossa liberdade, por um país e um mundo melhor! PARABÉNS!
Os votos de parabéns não são mérito meu, nem de Mariana, nem de Anderson, nem de Caio, nem de Alice e nem de Thamyres, mas seu, caro leitor. se não fosse os comentários e as visitas suas não poderíamos crescer como crescemos, não poderíamos deixar fluir nossa liberdade de expressão como deixamos, não poderíamos nem montar uma equipe como montamos. Então, o mérito é seus! Parabéns por fazer de nós uma família e poder partilhar conosco nossa liberdade, por um país e um mundo melhor! PARABÉNS!
| Anderson Pereira |
| Pedro Pereira |
| Mariana Mendonça |
| Thamyres Ventura |
| Caio Luiz Penha |
| Alice Michaelis |
domingo, 18 de setembro de 2011
OS DEZ ANOS DO "AUTOATAQUE"
dos outros povos americanos). Mas, aqui fica a dúvida. Se os EUA foram atacados, por que motivo invadiram o Iraque? Para que se levasse a paz ou a discórdia? Ou ainda: para que se tirasse de lá as raízes terroristas ou as reservas de petróleo?
Não tinham motivos fortes para invadirem o Iraque, assim como não tinham para invadir e destruir o Vietnã ou para jogarem duas bombas atômicas no Japão (esta teve um principal motivo: mostrar o seu poder para a URSS), mas, ainda assim o realizaram, e realizaram de maneira forte, agressiva e covarde, assim como foram as ditaduras militares nas Américas no século XX, apoiadas por aquele país para que não se implantasse o Socialismo real (o Comunismo nunca aconteceu). O único motivo que tinham era o famoso petróleo.
Atualmente vem-se desconfiando de um "autobombardeamento" e incriminação do Iraque como autor. Bem, não duvido muito, pois, para quem já jogou duas bombas atômicas num país sem necessidade, apoiou ditaduras horrorosas e destruiu um pequeno país de monções, é normal que se desconfie!
sábado, 10 de setembro de 2011
Queimada
Coração chora ao ouvir
a natureza se queimando,
o estalar das árvores,
como um grito de socorro.
Todo o verde se esvaindo
E a agonia dos animais.
Fogo maldito que passa
e a sua volta, tudo se desfaz
Anjo da morte, que queima, mata,
sufoca, arrasa.
Consome tudo que vê
sem dó nem piedade.
Chama de ódio,
intenso tormento.
Tu matas nossa mãe.
Mãe Natureza
que agora jaz
em cinzas e destruição.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
O CAPITALISMO MAL FEITO
Desde os tempos antigos já existiam práticas capitalistas e pode-se observar que não evoluíram nada. Desde aqueles tempos havia pessoas que sobressaíam às outras. Possuíam mais e, por causa disso, pensavam que tinham poderes sobre as classes mais baixas. Isto se intensificou com a Revolução Industrial, que proporcionou um crescimento econômico grandioso à burguesia e à nobreza. As ideias que surgiam contra este sistema socioeconômico eram mal entendidas e mal vistas pelos ricos e nobres, que faziam de tudo para reprimi-las e tentavam fazer com que elas não chegassem à massa populacional, impedindo uma revolta por justiça social e continuando com seu poderio político-econômico.
Muitos movimentos surgiram contra o sistema capitalista daquela época para cá. No entanto, ou fugiram dos principais fundamentos devido à ambição que desde sempre corre nas veias do ser humano ou foram forte, covarde e agressivamente reprimidas pelos mais fortes e dominadores. Preconceito? Não, é conceito. Aqui só está relatado o que o mundo está vivendo: o terror da desigualdade socio-político-econômica causada pelo sistema capitalista. Mas ainda resta a esperança de as Utopias virarem realidade no futuro!
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