sábado, 16 de julho de 2011

O VALE FLORIDO DE AMOR...V

           Por Caio Luiz Penha

            Em um dos dias desta semana reservei-me um tempo para prestigiar nosso vale florido de amor junto de minha querida amiga Amanda Siqueira, uma inspiração para minha concepção.
         Ao caminhar pelas belas veredas Caxambuenses, encontrei amigos, turistas rememorei o passado, questionei o presente e com ele interagi...
          Com a breve análise que fiz pude, infeliz, detectar acalmada realidade, a começar pela noite serena, agradável, nostálgica! Uma tranquilidade indesejada, um prazer sem requinte, olhares que reviviam lembranças da Caxambu que não existe mais, entretanto revela ainda sua personalidade, deixando saudades. Noite abrilhantada  pelas personalidades do firmamento que iluminavam ordenadas: a futilidade, a omissão, a displicência, o egoísmo comum e natural. Raízes da nossa astúcia dormente que degringola nosso patriotismo, nossa essência, fazendo deste rincão excelente um paraíso apático. O que mais me entristece é que esta estagnação não se restringe somente aos eméritos, célebres e indiferentes munícipes. Que reclamam, polemizam ou então lamentam, rezam entregando nas mãos da sorte, do destino ou da política que reina “inquestionada”, sem autênticas reivindicações,   embates, sendo diplomática, laboriosa, entretanto sempre a suma encarregada e por conseguinte  desaprovada. Tais munícipes possuem uma vida regada por uma omissão verdadeira que se fantasia com uma hipócrita esperança , que se diz confiante, que clama: avante, rumo a prosperidade! Esta “fé” não move montanhas, nem inspira incapazes, apenas esclarece que obras, sacrifícios, labor, ação, escrevem ascensão, conceituam mudança. Tudo isso é infeliz, todavia esperado, aceitável. Depois deste inspirado e crítico raciocínio o mais importante  é que, como eu disse outrora esta estagnação não se restringe a eles, envolve expressivamente nossa juventude, que conscientemente ou não compartilha deste atraso. Meus amigos são jovens distintos, ao mesmo tempo semelhantes. Resumem suas vidas: na prática da música, do esporte, do namoro, rezam, transam e/ou bebem e fumam,  estão on-line, fuçando no computador , também tem os que exaltam ideais mais não lutam por eles. Todavia nenhum destes jovens mostram-se plenamente satisfeitos, orgulhosos, felizes com sua terra natal, com a oblação miserável que lhes oferecem e que aceitam calados. Esta insatisfação contraída dentre de nós JOVENS é fruto da nossa alienação, do nosso acovardamento, assim como o proletariado lutou inspirado principalmente por Marx, nós devíamos lutar inspirados por brasileiros que, torturados, arrebatados pela chibata do Cálice levantaram a bandeira da liberdade tornando-nos herdeiros, mostrando-nos  a potencialidade da juventude. É uma pena não honrarmos esta conquista como também fazermos dela uma  libertinagem ou uma livre-arbítrio sem perpectivas, prazer, bem.
           Contudo vejo em mim, sem falsa modéstia, uma virtude, um fato incomum que me orgulha: o de pensar, questionar, conceber uma concepção e aqui expô-la. Em meus companheiros de primavera vejo dois sentimentos que os coordenam: o egoísmo e o medo. O egoísmo que justifica nossas futilidades, omissões, indiferenças, preguiças e é claro a nossa posição inativa perante nossas insatisfações. O medo nos faz mais infelizes, pois nos desilude nos tornando descrentes. Projeta-nos incapazes, indiferentes no preenchimento das lacunas e no cortar das arestas que, nossa ganância perante a sonhada representatividade e respeito junto da nossa astúcia são  arruinadas pelo medo que, com desprezo nos provoca zombando: fracassados, covardes!

Um comentário:

Pedro Pereira disse...

Caio, nossa conversa toda naquela manhã está neste texto! Valeu a pena, não?